O Direito do Olhar

Projeto encerrado

Em parceria com a Associação Novolhar, o IDDD realizou, durante o ano de 2005, o projeto O Direito do Olhar, concurso cultural que envolveu todos os estabelecimentos prisionais, unidades de internação e casas de custódia femininas da cidade de São Paulo, abrangendo, portanto, penitenciárias, hospitais de custódia e unidades da FEBEM (atual Fundação Casa).

O objetivo do projeto era sensibilizar, por meio da arte, aqueles que não conhecem a dura realidade das pessoas privadas de liberdade. Todas as mulheres e meninas mantidas sob custódia estatal naquele ano foram convidadas a participar da iniciativa, podendo escolher a área que mais lhes interessava, entre pintura, fotografia e literatura (poesia e contos).

Entre as 680 mulheres inscritas, 120 foram selecionadas em cada uma das três categorias, totalizando 360 participantes. A seleção se deu pela análise das respostas presentes nos formulários de inscrição do projeto.

Todas as selecionadas participaram de oficinas de desenho (ministradas por profissionais do Projeto Aprendiz), fotografia (realizadas pela equipe da Associação Novolhar) e Literatura (oferecidas por integrantes da Nova União de Arte e pelo jornalista e escritor Luis Mendes). Em seguida, as 360 mulheres e meninas tiveram 12 dias para produzir seus trabalhos artísticos.

Em 19 de dezembro de 2005, o projeto premiou 18 participantes, seis em cada categoria, em uma cerimônia realizada no Instituto Tomie Ohtake. Além de autorização especial da Secretaria de Administração Penitenciária para participar da solenidade, as vencedoras receberam prêmios, como cursos profissionalizantes e assinaturas de revistas especializadas por tempo determinado. Ao lado das premiadas, muitas das participantes receberam menção honrosa pelo resultado dos seus trabalhos.

O júri do projeto foi composto por expoentes das diversas categorias de produção artística, entre os quais podemos destacar:

• Literatura: Antônio Carlos Prado, Dráuzio Varella, Marilene Felinto e Marina Amaral. • Desenho: Daniele Camargo, Noélia Santos, e Ricardo Ohtake. • Fotografia: Ana Ottoni, Eduardo Muylaert, Iatã Cannabrava, Juan Esteves, e Paulo Santiago

 O material produzido para o concurso foi objeto de uma exposição itinerante, que percorreu estações do metrô e seccionais paulistas da Ordem dos Advogados do Brasil, além de espaço no Conjunto Nacional, na cidade de São Paulo. Estima-se que os trabalhos tenham sido vistos por mais de 100.000 pessoas.

A Associação Novolhar, parceira no projeto, foi a responsável pela documentação em vídeo de todo o desenvolvimento do trabalho.

O projeto recebeu Moção de Aplauso e Congratulação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e também o Prêmio Betinho de Cidadania da Câmara Municipal de São Paulo, em 2006. Em julho de 2007, O Direito do Olhar foi selecionado na Edição 2006/2007 do Programa Petrobrás Cultural, na categoria Educação para as Artes: Materiais e Documentação, resultando em um livro, com DVD incluso, publicado em 2009.

Confira a versão digitalizada da publicação clicando aqui.

Projeto encerrado

Em parceria com a Associação Novolhar, o IDDD realizou, durante o ano de 2005, o projeto O Direito do Olhar, concurso cultural que envolveu todos os estabelecimentos prisionais, unidades de internação e casas de custódia femininas da cidade de São Paulo, abrangendo, portanto, penitenciárias, hospitais de custódia e unidades da FEBEM (atual Fundação Casa).

O objetivo do projeto era sensibilizar, por meio da arte, aqueles que não conhecem a dura realidade das pessoas privadas de liberdade. Todas as mulheres e meninas mantidas sob custódia estatal naquele ano foram convidadas a participar da iniciativa, podendo escolher a área que mais lhes interessava, entre pintura, fotografia e literatura (poesia e contos).

Entre as 680 mulheres inscritas, 120 foram selecionadas em cada uma das três categorias, totalizando 360 participantes. A seleção se deu pela análise das respostas presentes nos formulários de inscrição do projeto.

Todas as selecionadas participaram de oficinas de desenho (ministradas por profissionais do Projeto Aprendiz), fotografia (realizadas pela equipe da Associação Novolhar) e Literatura (oferecidas por integrantes da Nova União de Arte e pelo jornalista e escritor Luis Mendes). Em seguida, as 360 mulheres e meninas tiveram 12 dias para produzir seus trabalhos artísticos.

Em 19 de dezembro de 2005, o projeto premiou 18 participantes, seis em cada categoria, em uma cerimônia realizada no Instituto Tomie Ohtake. Além de autorização especial da Secretaria de Administração Penitenciária para participar da solenidade, as vencedoras receberam prêmios, como cursos profissionalizantes e assinaturas de revistas especializadas por tempo determinado. Ao lado das premiadas, muitas das participantes receberam menção honrosa pelo resultado dos seus trabalhos.

O júri do projeto foi composto por expoentes das diversas categorias de produção artística, entre os quais podemos destacar:

• Literatura: Antônio Carlos Prado, Dráuzio Varella, Marilene Felinto e Marina Amaral. • Desenho: Daniele Camargo, Noélia Santos, e Ricardo Ohtake. • Fotografia: Ana Ottoni, Eduardo Muylaert, Iatã Cannabrava, Juan Esteves, e Paulo Santiago

 O material produzido para o concurso foi objeto de uma exposição itinerante, que percorreu estações do metrô e seccionais paulistas da Ordem dos Advogados do Brasil, além de espaço no Conjunto Nacional, na cidade de São Paulo. Estima-se que os trabalhos tenham sido vistos por mais de 100.000 pessoas.

A Associação Novolhar, parceira no projeto, foi a responsável pela documentação em vídeo de todo o desenvolvimento do trabalho.

O projeto recebeu Moção de Aplauso e Congratulação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e também o Prêmio Betinho de Cidadania da Câmara Municipal de São Paulo, em 2006. Em julho de 2007, O Direito do Olhar foi selecionado na Edição 2006/2007 do Programa Petrobrás Cultural, na categoria Educação para as Artes: Materiais e Documentação, resultando em um livro, com DVD incluso, publicado em 2009.

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