O Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) celebrou seus 26 anos com um debate sobre os desafios do direito de defesa na Justiça brasileira. O evento aconteceu no dia 3 de setembro, na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo.
Intitulado “Justiça e defesa em diálogo”, o debate contou com a participação dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) José Lunardelli e Nino Toldo, e mediação da professora da Faculdade de Direito da USP e conselheira do IDDD Helena Regina Lobo da Costa. Entre os temas abordados estiveram as sustentações orais virtuais e assíncronas, o uso de inteligência artificial pelo Judiciário e a importância da defesa para garantir a legitimidade do processo penal.
O evento foi conduzido pela presidenta do IDDD, Priscila Pamela Santos, e reuniu cerca de 70 pessoas, incluindo membros do Conselho Deliberativo Augusto de Arruda Botelho e Guilherme Ziliani Carnelós. Também estiveram presentes o vice-presidente da Diretoria, Marcelo Feller, o diretor Daniel Lima Oliveira e a diretora Paola Martins Forzenigo.
A cerimônia contou ainda com a entrega do Prêmio Associadíssimo/a “Márcio Thomaz Bastos”, reconhecimento concedido anualmente pelo IDDD a pessoas associadas que se destacam pela atuação voluntária em projetos da organização. Neste ano, foram homenageados Bryann Wingester Alves, que há mais de dez anos é voluntário no projeto Direito de Defesa no Tribunal do Júri, além de Pedro Bertolucci Keese e Isabella Piovesan Ramos, que contribuem para a litigância estratégica do IDDD em tribunais superiores. Márcio Thomaz Bastos (1935–2014), advogado e ex-ministro da Justiça que dá nome ao prêmio, foi um dos fundadores do IDDD.
Os prêmios foram entregues por Renata Mariz Oliveira, do escritório mantenedor Advocacia Mariz de Oliveira; Filipe Magliarelli, do escritório apoiador e parceiro pro bono Cescon Barrieu; e Augusto de Arruda Botelho, do escritório apoiador Arruda Botelho Sociedade de Advogados.
Para Priscila Pamela Santos, presidenta do IDDD, a premiação é uma oportunidade de reconhecer as pessoas que constroem a organização. “Há alguns anos, tive a alegria de receber o Prêmio Associadíssima. Agora, estar aqui, como presidenta, entregando esse prêmio a uma nova geração de advogados e advogadas dedicados à causa é motivo de muito orgulho. O IDDD é feito por pessoas que atuam nas mais diferentes áreas do sistema de justiça criminal, e cada uma delas é indispensável para a nossa causa. Reunir, mais uma vez, quem faz tudo isso acontecer é também reafirmar o nosso compromisso com o direito de defesa e com a construção de uma Justiça mais democrática”, afirmou em discurso no evento.