IDDD tem nova presidência: Priscila Pamela Santos é a primeira mulher negra a liderar a organização

3 de fevereiro de 2026
Eleição da nova diretoria e do Conselho Deliberativo ocorreu nesta segunda-feira (2), durante Assembleia Geral da instituição

O Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) elegeu ontem (2), durante sua Assembleia Geral, a nova diretoria e o Conselho Deliberativo da organização para o mandato 2026–2028. A advogada criminalista Priscila Pamela Santos foi eleita presidente do instituto, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar o cargo.

A vice-presidência da diretoria ficará a cargo do advogado Marcelo Feller. Na mesma sessão, ainda foi eleito o novo Conselho Deliberativo, que será presidido por Fábio Tofic Simantob, com Augusto de Arruda Botelho como vice.

Nova presidência

Priscila Pamela Santos, 43 anos, é advogada criminalista, mestra em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), pós-graduada em Direito Penal Econômico pela FGV Direito SP e em Direito Penal pela Escola Superior da Advocacia, além de especialista em Justiça, Gênero e Direitos Humanos das Mulheres pela USP.

Atuou como vice-presidente do IDDD na gestão 2023–2025, presidida por Guilherme Carnelós, e integra atualmente o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do Governo Federal. Integrou o Conselho Penitenciário do Estado de São Paulo. É ex-presidenta da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB-SP e, atualmente, conselheira estadual da entidade e presidenta da Comissão de Litigância Estratégica.

Priscila é autora do livro “Inflexões de gênero e sistema de justiça criminal” (Editora D’Plácido, 2025), no qual analisa a vulnerabilização das mulheres sob uma perspectiva histórica e jurídica.

Vice-presidência

O vice-presidente eleito, Marcelo Feller, 39 anos, é advogado criminalista, graduado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em investigação criminal pelo U.S. Police Instructor Teams. Frequentou o curso de Direitos Fundamentais da Universidade de Coimbra, em parceria com o IBCCRIM, instituição da qual é membro. É autor de artigos e publicações nas áreas de direito penal, direito processual penal e política criminal.

Diretoria

Permanecem na diretoria Paola Martins Forzenigo e Theuan Carvalho Gomes, que integraram a gestão anterior (2023 -2025). A diretoria-executiva segue sendo ocupada por Marina Dias.

Paola, 35 anos, é advogada criminalista há 15 anos, graduada pela PUC-SP, com período de estudos na Universidade de Coimbra (Portugal). É pós-graduada em Teoria Geral do Crime pelo Instituto de Direito Penal Económico e Europeu (IDPEE), especialista em Direito Penal Econômico pelo Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) e mestranda em Direito Processual Penal pela USP. Atualmente, é vice-presidente da Comissão Especial de Advocacia Criminal da OAB-SP.

Theuan, 36 anos, é mestre e doutorando em Direito Penal pela UNESP, sócio do escritório Cláudia Seixas Sociedade de Advogados e coordena, desde outubro de 2024, as ações de litigância estratégica do IDDD.

Também passam a integrar a diretoria Anamaria Prates Barroso, Daniel Lima e Luiza Oliver.

Anamaria Prates Barroso, 54 anos, é advogada criminalista e subprocuradora do Distrito Federal, doutora em Direito Constitucional, mestra em Direito Público e especialista em direito processual e direito penal econômico. Atua como professora e palestrante, além de ser autora do livro “Por um Processo Penal não racista” (Editora D’Plácido, 2023).

Daniel Lima, 34 anos, é mestrando em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), especialista em Ciências Criminais e Segurança Pública pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e possui diploma superior em Tecnologia, Subjetividade e Política pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO). Atua como coordenador-geral do Departamento de Publicações do Instituto Baiano de Direito Processual Penal (IBADPP), integra o Grupo de Pesquisa Gestão Integrada da Segurança Pública (GESEG/PUCRS) e foi advogado-monitor do Patronato de Presos e Egressos do Estado da Bahia entre 2013 e 2023.

Luiza Oliver é mestra em Direito Penal pela New York University (NYU) e sócia do escritório Toron Advogados. Foi conselheira estadual da OAB-SP e coordenadora do Grupo de Estudos Avançados de Direito Penal Econômico do IBCCRIM. Atualmente, coordena a Comissão de Direito Penal Econômico do Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEMP).

Conselho Deliberativo

O novo Conselho Deliberativo do IDDD para o ciclo 2026–2028 será presidido por Fábio Tofic Simantob, 50 anos, mestre em Direito Penal pela USP e bacharel em Direito pela PUC-SP. Um dos fundadores do instituto, Tofic presidiu o IDDD entre 2016 e 2019 e foi vice-presidente do Conselho na gestão anterior.

A vice-presidência do Conselho será ocupada por Augusto de Arruda Botelho, 49 anos, especialista em Direito Penal pela Universidade de Salamanca (Espanha) e em Direito Penal Econômico pela Universidade de Coimbra. Foi Secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública e é um dos fundadores e ex-presidentes do IDDD (2013–2016).

Integram ainda o novo Conselho Deliberativo: Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, Dora Cavalcanti, Flávia Rahal, Gabriel de Carvalho Sampaio, Guilherme Carnelós, Helena Regina Lobo da Costa, Hugo Leonardo, Isadora Fingermann, Janaina Matida, José Carlos Dias, Luis Francisco Carvalho Filho, Luisa Moraes Abreu Ferreira, Marcelo Leonardo e Roberto Soares Garcia.

A Assembleia Geral também reelegeu os três integrantes do Conselho Fiscal para o mandato 2026–2028: Claudio Demczuk de Alencar, José de Oliveira Costa e Mário de Barros Duarte Garcia.

Sobre o IDDD

Fundado em julho de 2000, o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) é uma organização da sociedade civil composta por advogados criminalistas e defensores de direitos humanos. Há 25 anos, atua para fortalecer o direito à ampla defesa, o acesso à justiça e o Estado de Direito, com foco na transformação do sistema de justiça criminal brasileiro. O instituto reúne mais de 300 pessoas associadas em todo o país e desenvolve projetos nas seguintes áreas programáticas: Transformação do Sistema de Justiça, Garantia do Direito de Defesa, Fim do Superencarceramento e Fortalecimento do Estado de Direito.

 

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